Celular é um aliado em sala de aula?
Fonte: http://www.interdidatica.com.br/blog/index.php/2009/06/10/celular-e-um-aliado-em-sala-de-aula/

O uso de celulares nas escolas tem se
tornado cada vez mais comum e evitar essa prática em sala de aula virou
um verdadeiro desafio para os professores. Mas ao contrário do que se
pensa, é possível transformar esses pequenos aparelhos em grandes
aliados do ensino.
Foi o que explicou o professor Rogério da Costa Santos,
pesquisador do CNPQ e integrante do grupo de cientistas do projeto
Collective Intelligence, dirigido por Pierre Lévy e promovido pela
Universidade de Ottawa (Canadá), no 2º Congresso de Tecnologia Educacional Aplicada à Sala de Aula.
Segundo
Rogério, a paixão por celulares entre jovens pode contribuir para o
benefício do ciclo de ensino e aprendizagem. “O celular teve uma
aceitação e disseminação muito rápida e isso facilita ainda mais o
processo”, afirmou.
Do ano de 1994 até 2004, houve um avanço
nos estudos das redes sociais, com o ápice em 2004, pela popularização
do Orkut. “Hoje as redes Orkut, MySpace, Twitter, entre outros, estão
cada vez mais presentes na vida de jovens e adultos, contribuindo para a
chamada Inteligência Coletiva, onde pessoas se unem para resoluções de
problemas comuns”, explicou Rogério.
Um conceito bastante debatido na
conferência foi o Mobile Learning (m-learning), que é o uso de
dispositivos como laptops, PDAs e celulares em educação à distância,
dando a possibilidade do aluno se comunicar com o professor e com os
colegas imediatamente.
Rogério Santos também avaliou formas
para utilizar o m-learning na realidade brasileira. “O aluno pode trocar
mensagens (SMS), consultar o dicionário, criar e consultar glossários,
resolver questionários, ouvir as aulas em vídeo e áudio (podcasts) e
fazer fotografias”. Ele acredita que essa forma de inteligência coletiva
oferece resultados mais concretos e proveitosos do que os mecanismos de
busca convencionais, por exemplo.
Na Inglaterra há atualmente mais de 50
iniciativas voltadas para o desenvolvimento de metodologias e aplicações
de Mobile Learning. No Brasil são poucas as experiências, dispondo
apenas de alguns estudos desenvolvidos por universidades e fundações.
Mas, para Rogério, essa realidade pode
ser outra. “Como eu disse anteriormente, um celular possui inúmeros
recursos que podem ser úteis na sala de aula, basta saber utilizá-lo de
forma que essas possibilidades sejam bem aproveitadas”, finalizou.
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