Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/nanotecnologia5.htm
O desafio mais imediato na nanotecnologia é que nós precisamos
aprender mais sobre materiais e suas propriedades na nanoescala.
Universidades e corporações de todo o mundo estão estudando
rigorosamente como os átomos se encaixam para formar grandes estruturas.
Nós ainda estamos aprendendo como a mecânica quântica impacta as
substâncias à nanoescala.

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Como
os elementos em nanoescala se comportam de maneira diferente do que
eles fariam em sua forma principal, há uma preocupação de que algumas
nanopartículas possam ser tóxicas. Alguns médicos temem que, por serem
tão pequenas, as nanopartículas possam facilmente atravessar a barreira
sangue-cérebro, uma membrana que protege o cérebro de componentes
nocivos lançados na corrente sanguínea. Se planejamos usar
nanopartículas para revestir tudo - de nossas roupas a rodovias,
precisamos ter certeza de que elas não vão nos envenenar.
Fortemente relacionada à barreira do conhecimento está a barreira
técnica. Para que as incríveis previsões sobre a nanotecnologia se
tornem realidade, temos de encontrar formas de produzir em massa
produtos de tamanho nanométrico como transistores e nanofios. Embora
possamos usar nanopartículas para fazer coisas como raquetes de tênis e
tecidos que não amassam, ainda não podemos fazer chips para
microprocessadores realmente complexos com nanofios.
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Grude apocalíptico
Eric
Drexler, o homem que introduziu a palavra nanotecnologia, apresentou
uma visão apocalíptica - o mal funcionamento de nanorrobôs
autorreplicadores, duplicando a si mesmos um trilhão de vezes mais,
rapidamente consumindo o mundo inteiro à medida que eles tiram carbono
do ambiente para construir mais de si mesmos. Isso é chamado de cenário
"gray goo" , em que um dispositivo sintético de tamanho nanométrico
substitui todo o material orgânico do planeta. Outro cenário envolve
nanodispositivos feitos de material orgâncio, varrendo a Terra do mapa -
o cenário "green goo". |
Existem
algumas preocupações sociais pesadas sobre nanotecnologia também. A
nanotecnologia também pode permitir que criemos armas mais poderosas,
letais e não letais. Algumas organizações estão preocupadas que nós
consigamos apenas examinar as implicações éticas da nanotecnologia nos
armamentos depois que esses dispositivos estiverem construídos. Elas
encorajam cientistas e políticos a examinar cuidadosamente todas as
possibilidades da nanotecnologia antes de se projetarem armas
progressivamente poderosas.
Se a nanotecnologia na medicina possibilitar que nos melhoremos
fisicamente, isso é ético. Na teoria, a nanotecnologia médica poderia
nos tornar mais inteligentes, mais fortes e nos dar outras
possibilidades que variam de uma cura rápida à visão noturna. Devemos
perseguir esses objetivos? Podemos continuar nos chamando de humanos, ou
nos transformaríamos em trans-humanos - o próximo passo no caminho
evolutivo do homem? Já que quase toda tecnologia começa sendo muito
cara, isso quer dizer que estaríamos criando duas raças de pessoas -
uma raça abastada de humanos modificados e uma população mais pobre de
pessoas inalteradas? Nós não temos respostas para essas perguntas, mas
várias organizações estão encorajando os nanocientistas a considerar
essas implicações agora, antes que seja muito tarde.
Nem todas as questões envolvem a alteração do corpo humano - algumas
lidam com o mundo das finanças e da economia. Se a fabricação molecular
se tornar uma realidade, como ela vai impactar o mundo da economia?
Assumindo que possamos construir qualquer coisa de que precisemos com o
clique de um botão, o que acontece com todos os empregos industriais? Se
podemos criar qualquer coisa usando um replicador, o que acontece com a
moeda? Devemos mudar para uma economia completamente eletrônica? Nós
ainda precisaríamos de dinheiro?
Se nós, na verdade, vamos precisar responder a todas essas questões é
uma questão em debate. Muitos especialistas acham que preocupações como
grey goo e trans-humanos são muito prematuras, e provavelmente
desnecessárias. Mesmo assim, a nanotecnologia vai continuar,
definitivamente, a nos impactar à medida que aprendermos mais sobre o
enorme potencial da nanoescala.
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