domingo, 7 de outubro de 2012

Medicina e Tecnologia, parceria Promissora.

Medicina e tecnologia vão convergir em 5 áreas 








Os avanços tecnológicos aplicados na área da saúde – do atendimento inicial, como a telemedicina, até os robôs cirurgiões – estão rapidamente se tornando comuns em muitos hospitais. Um estudo feito pelo professor Atam Dhawan, do instituto de tecnologia de Nova Jérsei, nos Estados Unidos, especialmente para uma conferência sobre engenharia, medicina e biologia, que se realizará em Boston, em agosto, teve como tema os benefícios que a tecnologia trará a medicina.

“Nosso objetivo é investigar quais as tecnologias de engenharia biológica e biomédica que tendem a se tornar importantes na próxima década, “afirmou Dhawan. “Um amanhã mais saudável consiste em avanços que vão desde biomarcadores para o diagnóstico precoce e o monitoramento de doenças, até a engenharia de sistemas neurais.”

Foram identificadas cinco novas “áreas quentes” no campo da bioengenharia. Segundo Dhawan, é aí que a medicina e a eletrônica irão se unir e exercer o maior impacto sobre a vida das pessoas.

Tecnologias para o atendimento médico: Todas as soluções de atendimento médico dependenrão da conexão entre pacientes e os profissionais de saúde através dos computadores. O sistema  Naja RIS, apresenta essa característica de informatizar a clínica junto aos seus pacientes, entre outras soluções que um software pode oferecer.





Bioeletrônica: É a tecnologia de bio-nano-sensores (sensores contruídos com nanotecnologia, usando materias biológicos) e na engenharia neural. São dispositivos de interface com tecidos neurais.






Engenharia de tecidos: Medicina regenerativa, considerada por muitos médicos como umas das grandes tecnologias no meio da saúde, devido a terapias baseadas em células-tronco.









Imageamento óptico: As tecnologias baseadas em imagens ópticas serão cada vez mais utilizadas para o diagnóstico e para o acompanhamento do câncer, das doenças cardiovasculares e outras doenças fibróticas.









Bio-robôs: “As aplicações clínicas, terapêuticas e cirúrgicas dos robôs médicos com instrumentação avançada, sensores, atuadores e sistemas de tempo real podem ter um impacto revolucionário na medicina e no cuidado da saúde”, afirmou Dhawan.




Desafios, riscos e ética da nanotecnologia


Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/nanotecnologia5.htm

O desafio mais imediato na nanotecnologia é que nós precisamos aprender mais sobre materiais e suas propriedades na nanoescala. Universidades e corporações de todo o mundo estão estudando rigorosamente como os átomos se encaixam para formar grandes estruturas. Nós ainda estamos aprendendo como a mecânica quântica impacta as substâncias à nanoescala.
Nanotecnologia
Como os elementos em nanoescala se comportam de maneira diferente do que eles fariam em sua forma principal, há uma preocupação de que algumas nanopartículas possam ser tóxicas. Alguns médicos temem que, por serem tão pequenas, as nanopartículas possam facilmente atravessar a barreira sangue-cérebro, uma membrana que protege o cérebro de componentes nocivos lançados na corrente sanguínea. Se planejamos usar nanopartículas para revestir tudo - de nossas roupas a rodovias, precisamos ter certeza de que elas não vão nos envenenar. Fortemente relacionada à barreira do conhecimento está a barreira técnica. Para que as incríveis previsões sobre a nanotecnologia se tornem realidade, temos de encontrar formas de produzir em massa produtos de tamanho nanométrico como transistores e nanofios. Embora possamos usar nanopartículas para fazer coisas como raquetes de tênis e tecidos que não amassam, ainda não podemos fazer chips para microprocessadores realmente complexos com nanofios.
Grude apocalíptico
Eric Drexler, o homem que introduziu a palavra nanotecnologia, apresentou uma visão apocalíptica - o mal funcionamento de nanorrobôs autorreplicadores, duplicando a si mesmos um trilhão de vezes mais, rapidamente consumindo o mundo inteiro à medida que eles tiram carbono do ambiente para construir mais de si mesmos. Isso é chamado de  cenário "gray goo" , em que um dispositivo sintético de tamanho nanométrico substitui todo o material orgânico do planeta. Outro cenário envolve nanodispositivos feitos de material orgâncio, varrendo a Terra do mapa - o cenário "green goo".
Existem algumas preocupações sociais pesadas sobre nanotecnologia também. A nanotecnologia também pode permitir que criemos armas mais poderosas, letais e não letais. Algumas organizações estão preocupadas que nós consigamos apenas examinar as implicações éticas da nanotecnologia nos armamentos depois que esses dispositivos estiverem construídos. Elas encorajam cientistas e políticos a examinar cuidadosamente todas as possibilidades da nanotecnologia antes de se projetarem armas progressivamente poderosas. Se a nanotecnologia na medicina possibilitar que nos melhoremos fisicamente, isso é ético. Na teoria, a nanotecnologia médica poderia nos tornar mais inteligentes, mais fortes e nos dar outras possibilidades que variam de uma cura rápida à visão noturna. Devemos perseguir esses objetivos? Podemos continuar nos chamando de humanos, ou nos transformaríamos em trans-humanos - o próximo passo no caminho evolutivo do homem? Já que quase toda tecnologia começa sendo muito cara, isso  quer dizer que estaríamos criando duas raças de pessoas - uma raça abastada de humanos modificados e uma população mais pobre de pessoas inalteradas? Nós não temos respostas para essas perguntas, mas várias organizações estão encorajando os nanocientistas a considerar essas implicações agora, antes que seja muito tarde.
Nem todas as questões envolvem a alteração do corpo humano - algumas lidam com o mundo das finanças e da economia.  Se a fabricação molecular se tornar uma realidade, como ela vai impactar o mundo da economia? Assumindo que possamos construir qualquer coisa de que precisemos com o clique de um botão, o que acontece com todos os empregos industriais? Se podemos criar qualquer coisa usando um replicador, o que acontece com a moeda? Devemos mudar para uma economia completamente eletrônica? Nós ainda precisaríamos de dinheiro?
Se nós, na verdade, vamos precisar responder a todas essas questões é uma questão em debate. Muitos especialistas acham que preocupações como grey goo e trans-humanos são muito prematuras, e provavelmente desnecessárias. Mesmo assim, a nanotecnologia vai continuar, definitivamente, a nos impactar à medida que aprendermos mais sobre o enorme potencial da nanoescala.

O Vento Solar


Fonte:  http://bussoladeplasma.wordpress.com/2012/06/10/o-vento-solar/

10 de junho de 2012 
O Gráfico abaixo mostra a valocidade do Vento Solar em tempo real…

O Vento Solar foi inicialmente estudado para explicar as auroras (perturbação geomagnética), e a inclinação das caudas dos cometas, e foi observado pela primeira vez pela espaçonave Russa Luna 2 em 1959 e Explorer 10 em 1961. O vento solar é um gás coronal ejetado do Sol.
O plasma da coroa solar é tão quente que a gravidade do Sol não pode segurá-lo por muito tempo. Em vez disso, as franjas superiores fluem em todas as direções, em um fluxo constante de partículas conhecidas como Vento Solar. Movendo-se a cerca de 400 km/s em média, o vento solar pode atingir a Terra de 3 a 4  dias. O vento solar consiste em partículas ionizadas e campos  magnéticos produzindo tempestades magnéticas na magnetosfera da Terra .
O sol está jogando 1 milhão de toneladas de matéria para o espaço em todas as direções a cada segundo na forma de um fluxo de partículas carregadas eletricamente.
O Vento solar exerce uma pressão sobre o campo magnético terrestre comprimindo-o e criando uma longa cauda do lado oposto. Esta “capa” magnética e complexa é conhecido como Magnetosfera. Quando as partículas provenientes do Sol (elétrons e prótons) impactam a Magnetosfera, geram correntes elétricas e plasmas na camadamais exterior da atmosfera terrestre, a Ionosfera, provocando as Auroras Boreais e Austrais por excitação dos átomos de gás.
 
Efeitos das tempestades solares:
  • A aurora boreal(as luzes do norte) e aurora austral (as luzes do sul).
  • Interferência em rádios e televisões.
  • Perigo para astronautas e naves espaciais.
  • Oscilações de correntes nas usinas de força, prejudicando o fornecimento de energoa elétrica.
  • Sistemas de navegação.
  • Satélites dependendo da sua altitude, os componentes eletrônicos, as baterias solares  podem ser danifcados. O clima espacial afeta os satélites em missões de diversas formas, dependendo da órbita e da função do satélite.
  • Muitos sistemas de comunicação utilizam a ionosfera para refletir sinais de rádio a longas distâncias. Tempestades ionosféricas podem afetar a comunicação por rádio em todas as latitudes.

Física das Partículas e teoria quantica

A Era da Incerteza

Equação da física de partículas, parte da teoria quântica: novas visões de mundo. Foto: Ria Novosti/Science Photo Library/ Stock Photos
Equação da física de partículas, parte da  teoria quântica: novas visões de mundo.
O início do século 20 foi marcado por duas revoluções científicas: a teoria da relatividade de Albert Einstein (1858-1947) e a mêcanica quântica de Max Planck (1879-1955). Ambas obrigaram a humanidade a rever doutrinas e tiveram aplicações nas mais diversas áreas, da filosofia à indústria bélica. A teoria quântica, por exemplo, derrubou certezas da Física e as substituiu pela noção de probabilidade. A relatividade pôs em questão os conceitos de espaço e tempo. Para completar, na termodinâmica, Niels Bohr (1885-1962) chegou à necessidade de tratar as partículas físicas tanto como corpúsculos quanto como ondas. Quando tudo parecia incerto e relativo, a teoria do caos, já na segunda metade do século, veio, de certa forma, na direção oposta, ao demonstrar que também nos sistemas caóticos existe ordem. Essas e outras reformulações do conhecimento humano levaram Morin a definir sete "princípios-guia" da complexidade, interdependentes e complementares. São eles os princípios sistêmico (o todo é mais do que a soma das partes), hologramático (o todo está em cada parte), do ciclo retroativo (a causa age sobre o efeito e vice-versa), do ciclo recorrente (produtos também originam aquilo que os produz), da auto-eco-organização (o homem se recria em trocas com o ambiente), dialógico (associação de noções contraditórias) e de reintrodução do conhecido em todo conhecimento.

Para pensar

Na opinião de Edgar Morin, cabe aos professores do Ensino Fundamental começar a derrubar as barreiras entre os conhecimentos, por duas razões principais: eles têm a experiência generalista (pelo menos os que trabalham nas séries iniciais) e lidam com as crianças mais novas, que guardam uma curiosidade e um modo de pensar ainda não influenciados pela separação dos conteúdos em disciplinas. Você, como professor, se dá a liberdade de preparar aulas sem necessariamente parcelar o horário em períodos estanques?
Quer saber mais?
A Cabeça Bem-Feita, Edgar Morin, 128 págs., Bertrand Brasil, tel. (21) 2585-2000.
A Religação dos Saberes, Edgar Morin, 588 págs., Ed. Bertrand Brasil, tel. (21) 2585-2000.
Edgar Morin - A Educação e a Complexidade do Ser e do Saber, Izabel Cristina Petraglia, 120 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2246-5552.
Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, Edgar Morin, 118 págs., Ed. Cortez, .

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Radiação em Hirosihima



INCLUSÃO

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/conteudo_244926.shtml

Falta cultura digital na sala de aula

Especialista em Mídia e Educação da Universidade Católica de Milão diz que a tecnologia e seu conteúdo devem fazer parte do dia-a-dia escolar

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Por Débora Didonê
Revista Nova Escola - 03/2007
O Brasil ainda engatinha quando se fala em inclusão digital nas escolas públicas. Até o ano passado, das 143 mil instituições de Ensino Fundamental do país, cerca de 17 mil contavam com laboratórios de informática, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Porém cresce nas faculdades de Educação a preocupação em formar profissionais preparados para lidar teoricamente com a linguagem das novas mídias e seu significado nas salas de aula. É para apoiar projetos como esse que o filósofo italiano Pier Cesare Rivoltella, especialista em Mídia e Educação da Universidade Católica de Milão, na Itália, visita o Brasil com freqüência. Ele orienta pesquisas sobre a relação entre jovens e internet do Grupo de Pesquisa Educação e Mídia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), onde também dá aulas sobre Mídia e Educação, e acompanha pesquisas de mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina.
Para Rivoltella, os meios de comunicação dão impulso à inovação do ensino. "É a troca da abordagem tradicional - baseada na fala do professor à frente da sala de aula - pelo uso de mídias que favoreçam o trabalho em grupo mais ativo, dinâmico e criativo em todas as disciplinas." O especialista, que também forma docentes da rede pública italiana, ainda sente uma certa resistência cultural quando se fala em tecnologia na sala de aula. "Os professores não são formados para lidar com elas", afirma. No Brasil, o cenário não é muito diferente. "As experiências, geralmente, são voltadas para o conhecimento técnico dos meios de comunicação, não o crítico."
NOVA ESCOLA - Como os jovens se relacionam com as novas tecnologias?RIVOLTELLA - Uma das maiores características desse público é o que chamamos de uma disposição multitarefa. Ele responde às mensagens do celular, ouve música no iPod, vê TV e fala com os amigos no Messenger - tudo ao mesmo tempo. Da mesma forma, ele sabe que acessar a internet pelo computador de casa ou pelo telefone celular é muito diferente. O computador, geralmente, é de toda a família e fica na sala. O celular é pessoal. Além disso, o jovem de hoje reconhece as especificidades de cada tecnologia e se adapta a elas. Ele pode sair pela cidade enquanto olha a tela do celular - o que é impossível na frente da tela de um computador. Fazer tudo isso simultaneamente é uma característica típica das novas gerações. Por um lado, isso lhes confere uma elaboração cognitiva muito rápida. Por outro, acaba deixando-os na superficialidade, pois não dá tempo de se aprofundar nos assuntos.
Como as escolas se relacionam com esses jovens?
Mal, muito mal. Hoje, as novas gerações estão completamente ligadas à tecnologia e aos meios de comunicação. Elas fazem parte de uma cidade que não é só real mas também digital. E nesse espaço você não é brasileiro nem italiano. Os jovens de hoje são criados numa sociedade digital. Por isso, educar para os meios de comunicação é educar para a cidadania. Daí vem a urgência de a escola se integrar a essa realidade.
O que significa dizer que a mídia deve fazer parte do cotidiano da escola?
Que ela deve permear os processos de ensino e aprendizagem, como acontece com a escrita. O papel do professor que usa a tecnologia é parecido com o do diretor de um filme. Trata-se de um professor-diretor, que não se limita a falar, mas passa a direcionar o uso dos meios de comunicação pelos alunos.
Qual a melhor forma de levar o tema mídia para a sala de aula?
Como um tema transversal. Alguns pesquisadores defendem a criação de uma disciplina específica, mas já está provado que isso não funciona. Se apenas um professor responde pelo conhecimento da tecnologia e da mídia (como ocorre em muitas escolas que têm salas de informática), os outros tendem a se desinteressar pelo assunto. E, para ser eficaz, esse trabalho precisa ser feito em equipe. O professor de Língua Portuguesa trabalha com a análise do texto e o uso da linguagem na mídia. O de Arte, com a dimensão expressiva dos meios.

Memoria flesh e o Futuro

Eis uma demonstração prática do passo absurdamente rápido em que anda a tecnologia: em janeiro publiquei um texto sobre uma possível substituta para a memória RAM, criada por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Agora, pouco mais de um mês depois, outros pesquisadores criaram uma possível substituta para a memória flash, usada em pendrives e celulares, que parece ser ainda mais eficiente e gastar ainda menos energia do que as atuais. Cem vezes menos energia, para ser exato.
Atualmente a memória flash armazena dados na forma de cargas elétricas, mas por ser não-volátil ela não precisa de uma corrente constante de eletricidade e é por isso que dados de um pendrive não se perdem depois que ele é desconectado da porta USB. Uma das desvantagens dela é o número limitado de capacidades de escrita e por isso pesquisadores trabalham há algum tempo em tecnologias para substituí-la com mais eficiência. Em 2004 uma possível substituta foi criada, a phase-change memory.

No lugar de armazenar dados na forma de cargas elétricas, a PCM armazena dados usando as propriedades químicas únicas de um elemento chamado vidro calcogênio, que você já pode ter visto de perto se tiver usado um CD regravável. Ele tem dois estados, cristalino ou sólido amórfico, sendo que cada um deles representa um bit 0 ou 1. Os dados são gravados quando corrente elétrica é aplicada no material, o que gera calor e muda o seu estado. E foi nela que pesquisadores da Universidade de Illinois se basearam para criar a sua.
Nanotubos de carbono | Crédito: Dr. Eric Pop
Eles criaram uma memória com nanotubos de carbono, que é a menor forma de condutor já criada pelo homem, com um bit feito de PCM no meio dele. A corrente passa pelo nanotubo e muda o estado da memória, guardando um bit. Para evitar a deterioração presente nas memórias flash atuais e ainda prolongar o número de reescritas, eles cobriram tudo com uma camada de dióxido de silício. Não é só essa a vantagem: por ter componentes de PCM, os dados também estão protegidos contra imãs. Os pesquisadores criaram uma representação gráfica em 3D de como essa nova memória é feita, que você pode ver abaixo.
Representação gráfica de um pedaço da memória | Crédito: Dr. Eric Pop.
O resultado desse desenvolvimento vai ser visto no futuro, quando ela for implementada em celulares e gadgets que ainda usam memória flash atualmente. Como essa nova memória usa 100 vezes menos energia que a atual, a vida de bateria dos nossos gadgets poderão aumentar drasticamente.
Eu espero ainda estar vivo para poder usar um iPhone (ou smartphone Android) que tenha uma bateria que dura uma semana antes de pedir arrego ou um notebook que pode funcionar por um mês antes de precisar ser ligado na tomada. É pra esse lado que o futuro aponta. E eu mal posso esperar para ele chegar.